QUINUA o grão divino
Muita gente ainda nem ouviu falar dela, mas a quinua, que não faz muito tempo desembarcou no Brasil, vem aos poucos conquistando masi espaço em restaurantes e lojas de produtos naturais. Apreciada e até venerada pelos jovens povos dos Andes, ela é uma refeição. A quinua é muito completa em relação às quantidades de calorias, proteínas, gorduras e carboidratos.
Experimentos com avs mostram que o pseudocereal - sim, do ponto de vista da botânica, apesar de parecida com os grãos integrais, é isso o que a quinua é - carrega substâncias capazes de melhorar o transporte de oxigênio pelas células do sangue. Isso, inclusive, justifica em parte a sobrevivência dos antigos exércitos andinos ao chamado "mal da altitude", ou seja, sob as dificuldades do ar rarefeito.
A quinua também é apelidada de espinafre com grãos. Isso por causa da proximidade entre as duas plantas. Pesquisas recentes apontam que as fibras e a saponina, substância detergente que recobre a quinua, poderiam reduzir os níveis de colesterol produzido pelo fígado. Incluí-la no cardápio seria também uma maneira de combater a obesidade. Pergunte a qualquer especialista sobre a quinua ele provavelmente irá salientar a qualidade da proteína desta semente. O segredo não está na quantidade, mas no equilibrio entre vários tipinhos proteicos, que juntos, oferecem quase toda sorte de matéria prima que o organismo precisa. A quinua agrega por exemplo a lisina e a metionina, aminoácidos encontrados na dupla feijão e arroz.
Outra faceta de dar inveja a qualquer cereal genuíno é a concentração de zinco, cálcio e ferro - esse último, suficiente para convencer os especialistas de que a quinua seria uma solução para casos de anemia. Sem falar nos índices de que seus fitoestrógenos, que cumprem o papel dos hormônios no organismo, ajudariam a afastar a osteoporose nas mulheres depois da menopausa.
Fonte: Revista Saúde- nº 323 - abril/2010.
